| Artigo - Fernando Gabeira | |
| Folha de S. Paulo | |
| 5/5/2007 | |
AS ABELHAS estão desaparecendo de forma misteriosa nos EUA e na Europa. O fenômeno chegou ao Brasil, a julgar pela denúncia de apicultores do sul de Minas. |
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
O Colapso das Colônias
Ambiente: O mistério do desaparecimento das abelhas
Em convocação para uma conferência na semana passada, os pesquisadores disseram que o vírus, junto com outros fatores estressantes, é a provável causa da desordem, que já causou a perda de 50% a 90% das colônias de abelhas da América do Norte. Foi descoberto em Israel em 2004, mesmo ano em que os Estados Unidos importaram abelhas australianas. A desordem do colapso de colônias também foi observada na Polônia, Grécia, Itália, Portugal e Espanha, e informes não verificados surgiram na suíça e Alemanha. Também foram registrados casos no Brasil e na Índia.
David Hackenburg, apicultor que vive perto da baía de Tampa, no Estado da Flórida, perdeu quase duas mil de suas três mil colméias em questão de semanas no inverno boreal passado. Desde então apresenta o caso a pesquisadores universitários, burocratas de agências estatais e políticos eleitos. Hackenburg disse a vários meios de comunicação que novos pesticidas sintéticos elaborados com base na nicotina e conhecidos como neonicotinóides, ou neonics, são o principal fator que contribui para esta situação. Alguns pesquisadores disseram as IPS que novos estudos incluirão estes pesticidas como possíveis causas. Organizações ambientalistas, como o Sierra Club, também acreditam que os alimentos geneticamente modificados podem estar influindo. Um estudo britânico mais extenso concluiu que cultivos geneticamente modificados combinados com poderosos produtos químicos são prejudiciais para abelhas, borboletas e pássaros.
Pesquisadores do Departamento de Agricultura da Pennsylvania e de outros Estados norte-americanos realizam testes com base em dados geográficos para compreender a magnitude do problema e constatar se há ligação com a desordem do colapso de colônias. Porém, outros cientistas alegam que existe pouca evidência de que a toxina Bacillus thuringiensis, produzida por cultivos geneticamente modificados, seja uma das causas das mortes em massa de abelhas. Segundo o Science Daily, uma equipe de cientistas do Centro Químico Biológico Edgewood e da Universidade da Califórnia, em São Francisco, identificaram um vírus e um parasita que são prováveis culpados pelas recentes mortes. Somente na semana passada o Grupo de Trabalho sobre o Colapso das Colônias, da Universidade do Estado da Pennsylvania apresentou conclusões claras sobre quais podem ser as causas.
Em julho de 2007, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgou um plano de ação sobre a desordem do colapso de colônias que declara: “A estratégia atual para abordar este mal envolve quatro componentes principais. 1) pesquisas e coleta de dados, 2) análise de amostras, 3) pesquisas guiadas por hipóteses e 4) ações preventivas de mitigação”. Mariano Higes, cientista radicado na cidade espanhola de Guadalajara, concluiu que as abelhas européias que sofrem desordem do colapso de colônias são vítimas de fungo Nosema ceranae. A equipe de pesquisadores liderada por Higes estuda esta questão desde 2000 e assim pôde descartar qualquer outra causa. Cientistas dos Estados Unidos afirmaram que, embora esse possa ser um fator, não é o único a gerar a desordem.
Eric Mussen, especialista em apicultura da Universidade Davis, da Califórnia, acredita que pequenas variações no estado do tempo causadas pela mudança climática podem afetar a água, o néctar e o pólen dos quais as abelhas dependem. Mussen também alega que as abelhas têm muitos vírus, mas são seus sistemas imunológicos debilitados que as tornam susceptíveis à morte. Os primeiros casos vieram a público no final de 2006. Desde então, as especulações variam sobre as causas, com uma variada série de teorias que incluem os novos pesticidas, os cultivos geneticamente modificados, os produtos agrícolas, a mudança climática, os vírus e os telefones celulares.
Calcula-se que nos anos 40 existiam na América do Norte cinco milhões de colônias de abelhas administradas. Agora há apenas cerca de dois milhões. As condições climáticas adversas e os furacões também contribuíram para grandes perdas de colônias de abelhas nos últimos anos. Por exemplo, a temporada de amêndoas começa em fevereiro para as abelhas. É uma estação fria na América do Norte, o que pode afetar sua resistência. A economia da temporada de amêndoas é particularmente lucrativa para os apicultores. A criação migratória também está muito difundida nos Estados Unidos. Os apicultores ganham mais dinheiro alugando abelhas para a polinização do que com a produção de mel.
Freqüentemente os apicultores trasladam suas colônias para Florida, Texas, Califórnia e outros Estados. A criação migratória de abelhas acontece nos Estados Unidos desde 1908.
A mudança climática também poderia ser um fator de enfraquecimento das abelhas afetando a polinização de cultivos em muitas áreas agrícolas da América do Norte. O valor dos cultivos para os quais as abelhas são as principais polinizadoras é calculado em torno de US$ 15 bilhões nos Estados Unidos. Somente a indústria de amêndoas, que depende da polinização das abelhas, vale US$ 1,5 bilhão. As abelhas produtoras de mel não são nativas da América do Norte. Embora as plantas autóctones possam sobreviver sem elas, a polinização das abelhas é fundamental para cultivar frutas e verduras, como maçã, cereja, tomate, abóbora e muitos outros cultivos.
“Certamente está ocorrendo algo nos Estados Unidos, e é difícil dizer se isso se deve a uma bactéria ou a um fungo. É difícil detectar a causa com os métodos atuais”, explicou à IPS Leonard Foster, professor assistente de bioquímica na Universidade de Columbia Britânica. “Podem ser vários fatores combinados, mas são difíceis de verificar neste momento: mudança climática, antibióticos e uso de pesticidas onde as abelhas possam posar. Temos vários antecedentes históricos mostrando que há flutuações nas colméias a cada sete ou oito anos, as quais são afetadas pelas condições climáticas e pelos rendimentos dos cultivos. Ainda é muito cedo para se tirar conclusões”, acrescentou Foster.
“Nos últimos tempos não temos ouvido muitos casos, já que estamos no verão. As perdas parecem estar associadas com o inverno, pois é o fim natural do ciclo de vida de uma colônia”, disse à IPS Troy Fore, presidente da Federação de Apicultores Norte-americanos. “Fico sabendo pelos apicultores, mas muitos foram prejudicados no começo do ano. As colônias afetadas não são tão produtiva. Porém, ainda não temos uma arma fumegante”, concluiu.
* Este artigo é parte de uma série sobre desenvolvimento sustentável produzida em conjunto pela IPS (Inter Press Service) e IFEJ (siglas em inglês de Federação Internacional de Jornalistas Ambientais). (FIN/2007)
domingo, 14 de outubro de 2007
Sumiço de abelhas nos EUA e na Alemanha preocupa apicultores brasileiros
Mônica Pinto / AmbienteBrasil
Recentemente, duas notícias, vindas de dois países diferentes, deixaram a comunidade apícola preocupada.
Nos Estados Unidos, o misterioso desaparecimento de milhões de abelhas chegou até ao Congresso norte-americano, que debateu a situação do inseto, tido como essencial para o setor agrícola.
Conforme registrou a Agência EFE, o mais curioso no fenômeno é que, em muitos casos, não são encontrados "restos mortais" das abelhas. “Historicamente, quando algo afeta os enxames, há muitos insetos mortos", afirmou à Agência May Berenbaum, professora de entomologia da Universidade de Illinois. Outro mistério é que as abelhas operárias fogem deixando para trás a rainha, um comportamento totalmente atípico na espécie.
Ainda segundo a EFE, os primeiros sinais desse problema surgiram pouco depois do Natal, na Flórida, quando os apicultores perceberam que muitas abelhas haviam desaparecido. Desde então, a síndrome que os especialistas batizaram como Problema do Colapso das Colônias (CCD) reduziu em 25% os enxames do país.
"Perdemos mais de meio milhão de colônias, com uma população de cerca de 50 mil abelhas", disse Daniel Weaver, presidente da Federação de Apicultores dos Estados Unidos. Segundo ele, o problema atinge 30 dos 50 estados americanos.
Em outro continente, a revista Der Spiegel, uma das melhores conceituadas na Alemanha, publicou uma reportagem com o sugestivo título de Colapso das colônias - Será que plantações de transgênicos estão matando as abelhas?. E traz como chamada o seguinte texto: “Uma dizimação misteriosa das populações de abelhas preocupa os apicultores alemães, enquanto um fenômeno semelhante nos EUA está assumindo gradualmente proporções catastróficas”
A reportagem alemã ouviu o vice-presidente da Associação Européia de Apicultores Profissionais e membro do conselho diretor da Associação Alemã de Apicultores, Walter Haefeker, que fez uma advertência grave: "a própria existência da apicultura está em risco".
O problema, disse Haefeker, tem várias causas, uma delas o ácaro Varroa, oriundo da Ásia; e outra, a prática disseminada na agricultura de borrifar as flores silvestres com herbicidas e promover a monocultura. Outra possível causa, segundo Haefeker, é o uso crescente e controverso de engenharia genética na agricultura.
A Der Spiegel parece desdenhar o tom alarmista do entrevistado, lembrando que, em 2005, ele já encerrara um artigo de sua autoria para o jornal "Der Kritischer Agrarbericht" (Relatório Agrícola Crítico) com uma citação de Albert Einstein: "Se a abelha desaparecer da superfície do planeta, então ao homem restariam apenas quatro anos de vida. Com o fim das abelhas, acaba a polinização, acabam as plantas, acabam os animais, acaba o homem".
Mas a revista emenda que “eventos misteriosos nos últimos meses repentinamente fizeram a visão apocalíptica de Einstein parecer mais relevante”. E relata: “Por motivos desconhecidos, as populações de abelhas por toda a Alemanha estão desaparecendo - algo que até o momento está prejudicando apenas os apicultores. Mas a situação é diferente nos Estados Unidos, onde as abelhas estão morrendo em números tão dramáticos que as conseqüências econômicas poderão em breve ser calamitosas. Ninguém sabe o que está causando a morte das abelhas, mas alguns especialistas acreditam que o uso em grande escala de plantas geneticamente modificadas nos Estados Unidos poderia ser um fator”.
Walter Haefeker, o diretor da associação alemã de apicultura, especula que "além de vários outros fatores", o fato de plantas geneticamente modificadas, resistentes a insetos, atualmente serem usadas em 40% das plantações de milho americanas pode ter um papel. O número é muito menor na Alemanha - apenas 0,06% - e a maioria se encontra nos Estados do leste, de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Brandemburgo.
A Der Spiegel informa ainda que, num artigo em sua seção de negócios no final de fevereiro, o New York Times calculou os prejuízos que a agricultura americana sofreria em caso de dizimação das abelhas. Especialistas da Universidade de Cornell, no interior de Nova York, estimaram o valor que as abelhas geram - polinizando plantas responsáveis por frutas e legumes, amendoeiras e trevos que alimentam animais - em mais de US$ 14 bilhões.
No Brasil – Em uma reunião realizada na sexta-feira 30, 36 apicultores afiliados à Cooperativa Nacional de Apicultura – Conap -, debateram o sumiço das abelhas nos EUA e na Alemanha, assunto tido por eles como “de extrema relevância”.
A entidade, com sede em Minas Gerais, foi fundada há 16 anos e reúne hoje cerca de 300 cooperados, de cinco estados.
Ao fim do encontro, eles admitiram a hipótese dos transgênicos terem relação com o fenômeno. “Pela modificação genética que a planta sofre, pode estar produzindo pólen com algum tipo de alteração, possivelmente tóxico ou produzir um fungo que pode estar matando as abelhas, principalmente se não existirem matas nativas nas regiões onde ocorreram os problemas”, disse a AmbienteBrasil Clélio Vidigal, presidente da Conap.
“O ambiente não se encontra mais preservado, existem monoculturas nas quais são utilizados herbicidas, pesticidas e até hormônios de crescimento ou retardamento e adiantamento de maturação (na fruticultura). As abelhas são super-sensíveis - principalmente se não africanizadas, já que estas são rústicas e resistentes -, há vários doenças aqui no Brasil”, explica.
07/04/2007
Desaparecimento em massa de abelhas nos EUA permanece inexplicável
A inquietação cresce entre os apicultores americanos pelo misterioso desaparecimento de milhões de abelhas nos últimos meses, problema que ameaça a produção nacional de mel e as colheitas que dependem do papel-chave destes insetos na polinização.
Entre 30 e 60% das abelhas sumiram na Califórnia (oeste) e mais de 70% em algumas regiões da costa leste e no Texas (sul). A situação é observada em 24 estados americanos e duas províncias canadenses, segundo estimativas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, na sigla em inglês).
O despovoamento de uma colméia em até 20% durante o inverno é considerado normal, mas os apicultores demonstram preocupação uma vez que as colônias de abelhas domésticas estão em constante diminuição desde 1980 nos Estados Unidos.
Segundo a USDA, atualmente há 2,4 milhões de colméias no país, 25% a menos que em 1980, ao mesmo tempo que o número de apicultores profissionais caiu à metade desde a mesma data.
Sem precedentes - A magnitude deste desaparecimento em massa de abelhas, considerado sem precedentes, levou a associação apícola americana a exigir a ajuda do Congresso em uma audiência recente em Washington.
"Quase 40% das abelhas de minhas 2.000 colônias morreram. Esta é a maior taxa de mortalidade que vi em meus 30 anos de carreira como apicultor", afirmou na semana passada a uma subcomissão agrícola da Câmara de Representantes do Congresso Gene Brandi, presidente da associação de apicultores da Califórnia.
As abelhas domésticas são essenciais para a polinização de mais de 90 tipos de frutas e legumes, cujas colheitas estão avaliadas em 15 bilhões de dólares por ano seis bilhões apenas na Califórnia.
O cultivo de amêndoas neste estado gera dois bilhões de dólares em lucros e depende de 1,4 milhão de abelhas, segundo Brandi.
Colapso das colônias - Diana Cox-Foster, professora de entomologia da Universidade da Pensilvânia, explicou na mesma subcomissão que este novo problema de despovoamento em massa das colméias, batizada de "desordem de colapso de colônias", apresenta sintomas únicos, diferentes dos observados quando acontecem as freqüentes infecções do parasita varroa jacobsoni, que destrói as larvas.
No caso desta desordem, as colônias de abelhas domésticas sãs diminuem repentinamente, deixando poucas ou nenhuma abelha sobrevivente.
As rainhas - uma em cada colméia e que garantem a reprodução - são encontradas com algumas abelhas adultas na presença de uma importante reserva de comida, mas durante esta crise não foram encontradas abelhas mortas no interior das colônias ou suas proximidades.
O fato de outras abelhas ou parasitas demoraram tanto tempo a instalar-se nas colméias que ficam desertas pela desordem aumenta as especulações da presença de um produto químico ou uma toxina, segundo Diana Cox-Foster.
Todas as abelhas encontradas nas colônias devastadas por este misterioso mal estavam infectadas com uma multidão de microorganismos, vários deles responsáveis por doenças vinculadas ao estresse destes insetos.
Os cientistas mencionam a hipótese de existência de um novo patogênico ou um produto químico que afeta o sistema imunológico das abelhas.
Na França se registrou um caso de despovoamento nos anos 90, atribuído a um inseticida posteriormente proibido no país. (France Presse/ Folha Online)
Parte desta reportagem também esta no grupo http://amoranimais.multiply.com/journal/item/57?mark_read=amoranimais:journal:57&replies_read=2 ( muito interessante)
fonte: http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=30437quarta-feira, 10 de outubro de 2007
O Misterioso Colapso das Abelhas - AmJohal
Mais além dos efeitos maiores na cadeia alimentícia, as implicações econômicas destas mortes são imediatas, porque as abelhas são essenciais para a polinização de cultivos que custam dezenas de milhões de dólares na América do Norte.
Cientistas da Universidade do Estado da Pensilvânia disseram ter encontrado uma conexão entre o Vírus Israelense da Paralisia Aguda e a desordem do colapso de colônias.
Em convocação para uma conferência na semana passada, os investigadores assinalaram que o vírus, junto com outros fatores estressantes, é a provável causa da desordem, que já gerou a perda de entre 50 e 90% das colônias de abelhas da América do Norte. Foi descoberto em Israel, em 2004, o mesmo ano em que os Estados Unidos importaram abelhas australianas.
A desordem do colapso de colônias também foi observada na Polônia, Grécia, Itália, Portugal e Espanha, e relatórios não verificados apareceram na Suíça e na Alemanha. Também foram registrados casos na Índia e no Brasil.
David Hackenburg, um apicultor que vive cerca da baía de Tampa, no estado norte-americano da Flórida, perdeu quase 2.000 de suas 3.000 colméias em semanas no último inverno boreal. Desde então apresenta o caso aos pesquisadores universitários, burocratas de agências estatais e políticos eleitos.
Hackenburg disse a vários meios de comunicação que novos pesticidas sintéticos elaborados com base na nicotina e conhecidos como neonicotinóides, ou neonics, são o principal fator que contribui para esta situação.
Alguns pesquisadores disseram que novos estudos incluirão estes pesticidas como possíveis causas. Organizações ambientalistas como o Sierra Club também acreditam que os alimentos geneticamente modificados poderiam estar influenciando.
Um estudo britânico mais exaustivo concluiu que cultivos geneticamente modificados combinados com poderosos produtos químicos eram prejudiciais para as abelhas, as borboletas e os pássaros.
Investigadores do Departamento de Agricultura do estado da Pensilvânia e de outros estados norte-americanos vêem realizando provas baseado em dados geográficos para compreender a magnitude do problema e para constatar se existem vínculos com a desordem do colapso de colônias.
Porém, outros cientistas alegam que há escassa evidência de que a toxina Bacillus thuringiensis, produzida por cultivos geneticamente modificados, seja uma das causas das mortes massivas de abelhas.
Segundo o Science Daily, uma equipe de cientistas do Centro Químico Biológico Edgewood e da Universidade da Califórnia em São Francisco identificaram um vírus e um parasita que são os prováveis culpados das recentes mortes.
Foi apenas nesta semana que o Grupo de Trabalho sobre o Colapso de Colônias na Universidade do Estado da Pensilvânia apresentou conclusões claras sobre quais podem ser as causas.
Em julho de 2007, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos difundiu um plano de ação sobre a desordem do colapso de colônias que declara: "A estratégia atual para abordar (este mal) envolve quatro componentes principais: 1) pesquisas e coleta de dados; 2) análise de amostras; 3) investigações guiadas por hipóteses e 4) ações preventivas e de mitigação".
Mariano Higes, cientista radicado na central cidade espanhola de Guadalajara, concluiu que as abelhas européias que sofrem desordem do colapso de colônias são vítimas do fungo Nosema ceranae.
A equipe de pesquisadores liderada por Higes estuda este tema desde 2000 e assim pôde descartar qualquer outra causa. Cientistas dos Estados Unidos declararam que embora esse possa ser um fator, não é o único que gera a desordem.
Eric Mussen, especialista em apicultura da Universidade de Califórnia Davis, acredita que pequenas variações no estado do tempo causadas pela mudança climática poderiam afetar a água, o néctar e o pólen dos quais as abelhas dependem. Mussen também alega que as abelhas têm muitos vírus, mas são seus sistemas imunológicos debilitados que as deixam suscetíveis à morte.
Os primeiros casos se tornaram públicos no final de 2006. Desde então, as especulações variam acerca das causas, indo desde uma diversa série de teorias que incluem os novos pesticidas, os cultivos geneticamente modificados, os produtos agrícolas, a mudança climática, os vírus e os telefones celulares.
Calcula-se que, nos anos 40, na América do Norte havia cinco milhões de colônias de abelhas administradas. Agora há apenas cerca de dois milhões. As condições climáticas adversas e os furacões também contribuíram com as fortes perdas de colônias de abelhas nos últimos anos.
Por exemplo, a temporada de amêndoas começa em fevereiro para as abelhas. É uma estação fria na América do Norte, o que pode afetar sua resistência. A economia da temporada de amêndoas é particularmente lucrativa para os apicultores.
A criação migratória de abelhas também está muito difundida nos Estados Unidos. Os apicultores ganham mais dinheiro alugando abelhas para a polinização que com a produção de mel.
Freqüentemente os apicultores mudam suas colônias para Flórida, Texas (sul), Califórnia (oeste) e outros estados. A criação migratória de abelhas é implementada nos Estados Unidos desde 1908.
A mudança climática também poderia ser um fator de enfraquecimento das abelhas afetando a polinização de cultivos em muitas áreas agrícolas da América do Norte.
O valor dos cultivos para os quais as abelhas são as principais polinizadoras se calcula por volta dos 15 bilhões de dólares nos Estados Unidos. Somente a indústria das amêndoas, que depende da polinização das abelhas, vale 1,5 bilhão de dólares.
As abelhas produtoras de mel não são nativas da América do Norte. Ainda que as plantas autóctones possam sobreviver sem elas, a polinização das abelhas é fundamental para cultivar frutas e verduras como maçãs, cerejas, tomates, abóboras e muitos outros cultivos.
"Certamente está ocorrendo algo nos Estados Unidos e é difícil dizer se isso se deve a uma bactéria ou a um fungo. É difícil detectá-lo com os métodos atuais", explicou Leonard Foster, professor assistente de bioquímica na Universidade de Columbia Britânica.
"Poderiam ser vários fatores combinados, mas são difíceis de verificar neste momento: mudança climática, antibióticos ou o uso de pesticidas onde as abelhas podem pousar. Temos vários antecedentes históricos que mostram que existem flutuações nas colméias a cada sete ou oito anos, que são afetadas pelas condições climáticas e pelos rendimentos dos cultivos. Ainda é muito cedo para tirar conclusões", agregou.
"Nos últimos tempos não temos ouvido muitos casos, já que estamos no verão. As perdas parecem estar associadas ao inverno, pois é o fim natural do ciclo de vida de uma colônia", disse Troy Fore, presidente da Federação de Apicultores Norte-Americanos.
"Eu fico sabendo através dos apicultores, mas muitos foram prejudicados no começo do ano. As colônias afetadas não são tão produtivas. Porém, ainda não temos uma arma fumegante", concluiu.
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Am Johal
Escreve para o jornal El Pais. Este artigo é parte de uma série sobre desenvolvimento sustentável produzida em conjunto por IPS (Inter Press Service) e IFEJ (siglas em inglês de Federação Internacional de Jornalistas Ambientais)
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Beecalypse Now
The word is out about the impending beecalypse, apparently. For a long time, anytime I told anyone I was a beekeeper, their first question would be "do you ever get stung?" In the past few weeks, however, this query has been eclipsed by a slightly more excited "The bees, they're disappearing! Where are they going?"
Colony Collapse Disorder (previously covered on this blog in Don't Answer!, Silent Spring, Stephen Hawking-style, Bee Phage and Bee Thieves and The End is Nigh), aka Vanishing Bee Syndrome, aka Marie Celeste Syndrome, has captured the public's imagination (or perhaps it's merely given bored people something more interesting to say to me then "do you ever get stung).
As a quick summary for those just joining us, CCD is a mysterious ailment that is making hives disappear across North America (up to 70% of hives in some places). Some European beekeepers have said they seen it, as well, but it's not clear whether that may not just be a case of glomming onto a high-profile name for a common occurence.
Given the questions, I thought it might be useful to give a quick summary of the theories that are out there and status.
- High Fructose Corn Syrup: It ain't good for you, it ain't good for the bees. Beekeepers feed their hives sugar syrup or corn syrup to get them off to a good start in spring-time, when there their productivity may be limited by nectar supplies. There is some speculation that the same "bad nutrition" factors that make HFCR bad for humans may make it bad for bees. Probably true, but CCD has been seen in colonies not fed HFCS, so this is unlikely. For the record, I use cane sugar and water.
- GMOs: They ain't good for the environment, they ain't good for the bees. The theory here is that something in the genetically modified crops isn't sitting well with the bees. While there are a variety of suggestive studies, the meat of this assertion comes from the fact that GMOs are much more prevalent in the US then elsewhere in the world, and the US is where CCD has raised its head. I'm no fan of GMOs, but I'm also no fan of witch hunts. For the record, there are no genetically modified crops in my back yard.
- Pesticides: They ain't good, they just ain't good. Bees eat flower nectar, flower nectar is covered in pesticides, pesticides are bad for you. Your honor, I rest my case. OK, not that simple, as pesticides have been around for a while, and we're just now seeing a major die-off. However, there is some recent evidence that nicotine-based pesticides may be killing bees. Turns out that in addition to giving you that warm, relaxed feeling with a cup of coffee or after a romp in the hay, nicotine is what tobacco plants produce as a natural parasite repellent. Some companies took the hint and manufactured pesticides out of it. Other companies produced advertisements of puffy-lipped women holding it seductively. I don't smoke.
- Cell phones: Oh, relax people. Please don't talk on your phone while you're driving, but cell phones aren't doing anything to the bees. Even the researchers behind the original story say so. And yes, I have a cell phone.
- Carsickness: No, I'm not joking. Well, OK, a little. You see, big time beekeepers with hundreds of hives move them around by truck to orchards and farms, so they can pollinate the crops (farmers pay the beekeepers for the...servicing). Some think that all this moving around, getting locked into boxes and reorienting to a new place may be addling the little bees brains. Seems reasonable, except why would it be such a big deal now? No, I won't bring my bees to your garden.
- There's a fungus among us: Nosema ceranae to be precise. N. Ceranae is a close relative of Nosema Apis, a well known fungus that is usually treated with the chemical fumagillin. According to the L.A. Times, N. Ceranae has been found in bees that appear to have died from CCD, but the researchers are hedging their bets: the results are "highly preliminary". It is "one of many pathogens" in the bees, "by itself, it is probably not the culprit … but it may be one of the key players." I don't use fumagillin on my bees.
- Alien Zombie Superbees: Previously covered here. Aluminum hats required.
- Bee Rapture: "Listen, I will tell you a mystery! We will not all die, but we will all be changed, in a moment, in the twinkling of an eye, at the last trumpet. For the trumpet will sound, and the dead will be raised imperishable, and we will be changed." (1 Corinthians 15:51–52). That. Except for bees.
That's all, hope it was helpful. OK, not quite all. There was another theory offered by Etta Hulme, forwarded on to me by Joe Smith:
Bee colony collapse disorder is ag threat
By Bonnie Coblentz
MISSISSIPPI STATE -- An unknown enemy is destroying honey bee colonies across the nation, and researchers are scrambling to discover what is causing it and how it can be prevented.
The problem is being called colony collapse disorder, and it was identified in late 2006. Hives with the disorder go from a robust colony with a large adult bee population to an empty hive with the queen and brood abandoned in the space of a few weeks.
Clarence Collison, Mississippi State University Extension Service entomologist and head of MSU’s Department of Entomology and Plant Pathology, said the colonies are collapsing without leaving quantities of dead bees to study.
A workforce composed of state apiculturists, or scientists who study honey bees, personnel from state departments of agriculture and the U.S. Department of Agriculture’s Agricultural Research Service are investigating the problem, collecting samples and dissecting dead bees to learn about the problem.
“They’re finding a lot of pathogens in the adult bees. Most of these pathogens are related to stress diseases,” Collison said. “We firmly believe the bees are under some type of stress, and a scientist at Penn State has been able to show that these bees have suppressed immune systems.”
When colony collapse disorder strikes, beekeepers can lose up to 90 percent of their hives in a very short time.
“Ultimately it will affect fruit and vegetable production if we don’t have adequate pollination forces,” Collison said. “Bees pollinate many plants that affect wildlife and birds, so it’s not just our diet that would suffer if bee populations are decimated.”
Similar phenomena have been recorded before under such names as spring dwindling, disappearing disease and autumn collapse. Collison cited a similar collapse in 1896, and he recalled problems like this in the mid-1970s and early 1990s.
“These are somewhat cyclical. Each time we go through one, it seems like the worst, but this one seems definitely the worst in my time,” Collison said.
Richard Adee is owner of Adee Honey Farms, a bee-breeding operation in Woodville. He is the largest beekeeper in the nation, and annually takes his bees to California to pollinate the almond crop before bringing them back to Mississippi to split and requeen his colonies.
“If they would just come home and die, then we could diagnose the problem,” Adee said.
In late March, Adee was in Washington, D.C. for the congressional hearing on honey bee colony collapse disorder. He said bees are very important to several agriculture industries as they provide the pollination that allows crops to produce.
“At one time, honey drove this industry. Now it’s pollen,” Adee said. “Every third bite we take is from a bee-pollinated nut or flower.”
Harry Fulton, state entomologist with the Mississippi Department of Agriculture’s Bureau of Plant Industry, said Mississippi’s agriculture is not as dependent on bee pollination as is the agriculture in some states.
“In Mississippi, we have $250 million a year in crops that rely on bee pollination. Nationally, a Cornell University study said the value of bee pollination is $14.7 billion annually,” Fulton said.
While no cause or trigger for the disorder has been identified, researchers have several suspects. These include pesticides, including imidacloprid, a systemic insecticide used extensively in fruit and vegetable production; parasitic mites and the viruses they can transfer to their hosts; chemicals used to control bee mites; and a new nosema disease of Western honey bees, which is a disease caused by protozoa.
Fulton said dry weather across the nation last year probably hurt the quality of pollen produced. Pollen provides the nutrition bees need to survive. Poor nutrition would stress the bees’ bodies, making them susceptible to other factors, such as the cold weather of winter.
“The scientists haven’t yet decided what is causing the problem, but it may be a deadly combination of stress on the bees and one of these other factors that normally is not pathogenic,” Fulton said. “If we know what it is and what causes it, we might be able to do something to predict when it’s going to happen and stop it.”
Colony collapse disorder has mostly appeared in Florida and up the East Coast to Pennsylvania, but beekeepers nationwide are concerned, especially those who transport their hives across the country to pollinate crops. Fulton, who is secretary/treasurer of the Mississippi Beekeepers Association, said Mississippi has two migratory beekeepers in the state, and one of them has been devastated by the disorder.
Colony Collapse Disorder isn´t just for the bees
Posted by Sarah on 27 Jun 2007 | Tagged as: Green, Current Affairs, Science
In the past 35 years, approximately half of the U.S. honey bee colonies have disappeared. This loss has been attributed to a cummulative effect from causes such as urbanization, pesticide use, mites, and commercial beekeepers retiring or going out of business. Between 2006 and 2007, losses have increased dramatically and a new term, Colony Collapse Disorder , has been created to give the bees a complex. Only kidding, yet “disorder” does seem to hold the bees responsible for their population decline when current evidence supports human impact.
It says here, pollinators are required for producing 15-30% of the human food supply, and farmers rely on managed honey bees throughout the world to provide these services. Everything is connected, so it seems that helping bees would be helping humans.
In aknowledgement, Sen. Barbara Boxer, D-Calif., introduced legislation Tuesday to fund research into the die-off of millions of honeybees in the United States. The Pollinator Protection Act would authorize $89 million in federal funding for a research and grant program at the U.S. Department of Agriculture over five years, for work related to maintaining the bee population as well as native pollinators.
HONEY BEE DIE-OFF ALARMS BEEKEEPERS, CROP GROWERS AND RESEARCHERS
During 2006, an alarming number of honey bee colonies began to die across the continental United States. Subsequent investigations suggest these outbreaks of unexplained colony collapse were experienced by beekeepers for at least the last two years. Reports of similar die offs are documented in beekeeping literature, with outbreaks possibly occurring as long ago as 1896. The current phenomenon, without a recognizable underlying cause, has been tentatively termed “Colony Collapse Disorder” (CCD), and threatens the pollination industry and production of commercial honey in the United States.
To better understand the cause(s) of this disease and with the hope of eventually identifying strategies to prevent further losses, a group of researchers, extension agents, and regulatory officials was formed. This group represents a diverse number of institutions including Bee Alert Technology, Inc. (a bee technology transfer company affiliated with the University of Montana), The Pennsylvania State University, the USDA/ARS, the Florida Department of Agriculture, and the Pennsylvania Department of Agriculture.
Broadly this group has identified its mandate as: “Exploring the cause or causes of honey bee colony collapse and finding appropriate strategies to reduce colony loss in the future”.
UNIVERSITY PARK, Pa. -- An alarming die-off of honey bees has beekeepers fighting for commercial survival and crop growers wondering whether bees will be available to pollinate their crops this spring and summer.
Researchers are scrambling to find answers to what's causing an affliction recently named Colony Collapse Disorder, which has decimated commercial beekeeping operations in Pennsylvania and across the country.
"During the last three months of 2006, we began to receive reports from commercial beekeepers of an alarming number of honey bee colonies dying in the eastern United States," says Maryann Frazier, apiculture extension associate in Penn State's College of Agricultural Sciences. "Since the beginning of the year, beekeepers from all over the country have been reporting unprecedented losses.
"This has become a highly significant yet poorly understood problem that threatens the pollination industry and the production of commercial honey in the United States," she says. "Because the number of managed honey bee colonies is less than half of what it was 25 years ago, states such as Pennsylvania can ill afford these heavy losses."
A working group of university faculty researchers, state regulatory officials, cooperative extension educators and industry representatives is working to identify the cause or causes of Colony Collapse Disorder and to develop management strategies and recommendations for beekeepers. Participating organizations include Penn State, the U.S. Department of Agriculture, the agriculture departments in Pennsylvania and Florida, and Bee Alert Technology Inc., a technology transfer company affiliated with the University of Montana.
"Preliminary work has identified several likely factors that could be causing or contributing to CCD," says Dennis vanEngelsdorp, acting state apiarist with the Pennsylvania Department of Agriculture. "Among them are mites and associated diseases, some unknown pathogenic disease and pesticide contamination or poisoning."
Initial studies of dying colonies revealed a large number of disease organisms present, with no one disease being identified as the culprit, vanEngelsdorp explains. Ongoing case studies and surveys of beekeepers experiencing CCD have found a few common management factors, but no common environmental agents or chemicals have been identified.
The beekeeping industry has been quick to respond to the crisis. The National Honey Board has pledged $13,000 of emergency funding to the CCD working group. Other organizations, such as the Florida State Beekeepers Association, are working with their membership to commit additional funds.
This latest loss of colonies could seriously affect the production of several important crops that rely on pollination services provided by commercial beekeepers.
"For instance, the state's $45 million apple crop -- the fourth largest in the country -- is completely dependent on insects for pollination, and 90 percent of that pollination comes from honey bees," Frazier says. "So the value of honey bee pollination to apples is about $40 million."
In total, honey bee pollination contributes about $55 million to the value of crops in the state. Besides apples, crops that depend at least in part on honey bee pollination include peaches, soybeans, pears, pumpkins, cucumbers, cherries, raspberries, blackberries and strawberries.
Frazier says to cope with a potential shortage of pollination services, growers should plan well ahead. "If growers have an existing contract or relationship with a beekeeper, they should contact that beekeeper as soon as possible to ascertain if the colonies they are counting on will be available," she advises. "If growers do not have an existing arrangement with a beekeeper but are counting on the availability of honey bees in spring, they should not delay but make contact with a beekeeper and arrange for pollination services now.
"However, beekeepers overwintering in the north many not know the status of their colonies until they are able to make early spring inspections," she adds. "This should occur in late February or early March but is dependent on weather conditions. Regardless, there is little doubt that honey bees are going to be in short supply this spring and possibly into the summer."
A detailed, up-to-date report on Colony Collapse Disorder can be found on the Mid-Atlantic Apiculture Research and Extension Consortium Web site at http://maarec.org.
Pollination Background
Many valuable crops benefit from insect pollination; the transfer of pollen from the male parts of a flower to the female part of a flower. Cross-pollination is the transfer of pollen among different plants or varieties of the same species. This process increases fruit yield and, often, the size of the fruit. Honey bees are important pollinators because they can be managed and easily moved to crop sites. In the United States, the added value to agriculture from honey bee pollination is over $14 billion annually, and many beekeepers earn extra income from renting colonies for pollination. In Georgia, bee hives are rented to pollinate apples, blueberries, cucumbers and watermelons. Professional recommendations vary for the number of hives needed for good pollination, but for these crops 1-2 colonies per acre is commonly used. If the pollen is compatible, fertilization of the ovule and seed formation occur. Generally, more seeds develop when large numbers of pollen grains are transferred. Seeds, in turn, stimulate surrounding ovary tissue to develop so that, for example, an apple with many seeds will be larger than one with fewer seeds. In this way, good pollination improves both fruit yield and size.
Many insects visit flowers to collect pollen and nectar as food. As they forage, these insects spread pollen grains among flowers, accomplishing pollination. Many flowers offer sugary liquid nectar as an added enticement for these pollinating insects. Among insect pollinators, bees are especially efficient because they eat pollen and nectar exclusively, visit many flowers of the same species during a single trip, and have hairy bodies which easily pick up pollen grains.
There are over 3000 species of bees in North America. Most of these are solitary bees, but a well-known minority are social, that is, they live together in colonies and cooperate in colony tasks. Both solitary and social species are important in crop pollination, but the social species - namely honey bees and bumble bees - are more easily managed.
Compared to honey bees, some wild bees pollinate certain crops more efficiently because of unique and desirable behaviors. For example, Southeastern blueberry bees buzz-pollinate blossoms by shaking pollen from the flower with high frequency muscle vibrations; for blueberry, this greatly improves pollination efficiency.
In many parts of the country, fruit and vegetable growers are concerned about declining numbers of wild bees. Human activities destroy bee habitat and forage. Generally, growers are receiving less "free" pollination from wild bees and increasingly they must make up for this by renting managed honey bee hives during bloom periods.
U.S. Honey Bees Disappearance Colony Collapse Disorder | April 2,2007-Bee numbers on parts of the east coast and in Texas have fallen by more than 70 percent, while California has seen colonies drop by 30 to 60 percent. According to estimates from the US Department of Agriculture, bees are vanishing across a total of 22 states, and for the time being no one really knows why. The situation is so bad, that beekeepers are now calling for some kind of government intervention, warning the flight of the bees could be catastrophic for crop growers. Domestic bees are essential for pollinating some 90 varieties of vegetables and fruits, such as apples, avocados, and blueberries and cherries. |
| Colony Collapse Disorder (CCD) is the name that has been given to the latest, and what seems to be the most serious, die-off of honey bee colonies across the country. It is characterized by, sudden colony death with a lack of adult bees in/in front of the dead-outs. Honey and bee bread are usually present and there is often evidence of recent brood rearing. In some cases, the queen and a small number of survivor bees may be present in the brood nest. It is also characterized by delayed robbing and slower than normal invasion by common pests such as wax moth and small hive beetles. |
USDA anuncia un plan de investigación sobre el desorden del colapso de las colonias de abejas

Por Kim Kaplan
13 de julio 2007
WASHINGTON, 13 de julio del 2007 -- Gale Buchanan, el Subsecretario de Investigación, Educación y Economía para el Departamento de Agricultura de EE.UU. (USDA por sus siglas en inglés) hoy anunció que los investigadores del USDA han desarrollado un plan de acción de investigación para abordar el problema del desorden del colapso de las colonias de abejas (CCD por sus siglas en inglés). El plan está disponible en Internet en: www.ars.usda.gov/is/br/ccd/ccd_actionplan.pdf
"Hubo suficiente abejas de miel para proveer polinización para la agricultura estadounidense este año, pero los apicultores podrían enfrentar un problema serio en el próximo año y en adelante", dijo Buchanan. "Este plan de acción provee una estructura coordinada para asegurar que todas las investigaciones necesarias son realizadas para resolver el problema del CCD".
El plan de acción coordina la estrategia federal sobre el CCD. Se enfoca en cuatro componentes principales: 1) necesidades de colección de evaluaciones y datos; 2) análisis de muestras para determinar la frecuencia de varias plagas y patógenos, exposición a pesticidas, y otros factores inusuales; 3) investigaciones controladas para analizar cuidadosamente las causas potenciales del CCD; y 4) desarrollo de nuevos métodos para mejorar la salud general de las abejas y de este modo reducir su susceptibilidad al CCD y otros desórdenes.
Cuatro categorías de causas posibles para CCD son identificadas en el plan: 1) nuevos o re- emergentes patógenos, 2) nuevas plagas o parásitos de abejas, 3) tensiones ambientales y/o nutritivas, y 4) pesticidas. Las investigaciones se enfocarán en determinar cuáles de estos candidatos son causas contribuyentes de CCD, individualmente o en combinación.
CCD apareció como un problema comenzando en el invierno del 2006-2007 cuando algunos apicultores empezaron a reportar pérdidas de 30 a 90 por ciento de sus colmenas. Aunque pérdidas de colonias no son inesperadas durante el invierno, la magnitud de pérdidas sufridas por algunos apicultores fue altamente inusual.
Actualmente no hay una causa reconocible para CCD. El síntoma principal es encontrar ninguna o una cantidad baja de abejas de miel adultas presentes con ningunas abejas muertas en la colmena. A menudo todavía hay miel en la colmena y abejas inmaduras están presentes.
La polinización es un elemento imprescindible en agricultura, ya que las abejas de miel polinizan más de 130 cultivos en EE.UU. y agregan un valor de 15 mil millones de dólares anualmente a los cultivos.
El plan de acción de investigación fue desarrollado por un comité de CCD encabezado por Kevin Hackett, líder del programa nacional para abejas y polinización para el Servicio de Investigación Agrícola (ARS), la agencia principal de investigaciones científicas del USDA; H.J. Rick Meyer, líder del programa nacional para sistemas de plantas y animales para el Servicio Cooperativo Estatal de Investigación, Educación e Instrucción (CSREES por sus siglas en inglés) del USDA; y Mary Purcell-Miramontes, líder del programa nacional para entomología, nematología y el manejo biobasado de plagas para CSREES. El comité también incluyó otros expertos federales y universitarios.
Aun antes de terminar este plan de investigación, intentos considerables de investigación han sido enfocados en estudiar el CCD.
Atribuyen a un virus la desaparición masiva de abejas en Estados Unidos
6th September 2007
Una investigación desarrollada en Estados Unidos habría encontrado una estrecha vinculación entre un tipo de virus y la enfermedad que, desde hace casi un lustro, diezma las colonias de abejas productoras de miel (apis cerana) de Estados Unidos. Los resultados aparecen publicados hoy en la revista ‘Science’.
La enfermedad es conocida como ‘Desorden del Colapso de la Colonia’ (CCD en sus siglas en inglés), y ha tenido efectos demoledores. Habría afectado al 23% de los apicultores estadounidenses; y en algunos casos habría supuesto la desaparición del 90% de las colmenas. La investigación realizada habría permitido identificar el patógeno responsable: un virus denominado Virus Agudo de la Parálisis de Israel (IAPV por sus siglas en inglés), llegado a Estados Unidos desde Australia.
Los investigadores han encontrado el virus invasor en la mayoría de las colonias afectadas, y en casi ninguna de las sanas. El virus, que fue identificado en Israel, afecta a las abejas provocándolas un temblor en las alas, una progresiva parálisis y su posterior muerte.
Si la investigación culminase con éxito, podría dar lugar a importantes indemnizaciones del Gobierno australiano a los apicultores de Estados Unidos, pues las colmenas con esas abejas fueron importadas desde allí para polinizar las cosechas frutícolas de California.
Sin embargo, la investigación está todavía en una fase preliminar y cuenta con numerosos detractores, que sin descartar el virus, añaden otras causas que pueden haber afectado al sistema inmunólogico de estos insectos. Apuntan de que el uso masivo de plaguicidas e insecticidas puede hacer más sensibles a las abejas a otros agentes patógenos, dicen los detractores. De este modo, la aparición del virus sería la consecuencia antes que la causa de la enfermedad.